CULTURA!

Artistas do Cirque du Soleil participaram do Café dos Artistas na Galeria Olido

 

De Jana Ramiro

noticiaemcartaz@bol.com.br

 

As imagens foram cedidas pela Paula B. Torrecilha - Centro de Memória do Circo

 

 

O Centro de Memória do Circo que fica localizado na Galeria Olido em São Paulo juntamente com o programa Memória Oral do Circo Brasileiro promove todas as segundas feiras encontros entre artistas e empresários circenses. Este encontro é uma simples homenagem ao café dos artistas que acontecia no início do século XX, no largo do Paissandu. No dia 5 de abril o encontro foi com a Denise Wal e o Jailton Carneiro, artistas circenses que integram o Cirque du Soleil e atualmente se apresentam no espetáculo Quidam que está em turnê pelo Brasil.

 

O encontro foi tranquilo e super descontraído, com a participação da plateia fazendo perguntas, Jailton e Denise responderam as curiosidades dos amantes do circo entre outras coisas.

 

Jailton Carneiro, nascido em Salvador, na Bahia é um daqueles brasileiros que não desiste nunca. Sua paixão pelo circo começou muito cedo o que levou a ingressar na Escola Circo Picolino em 1989 foi daí que tudo começou. “Sempre adorei o circo, e ficava encantado com aquelas manobras e acrobacias, foi por isso que deixei um pouco de lado os estudos, para me dedicar mais ao circo, hoje em dia eu agradeço a todos pelo carinho, paciência em me ensinar tudo o que sei hoje”.

 

Jailton também nos contou como era a sua vida antes de se jogar no universo circense “Eu era de família humilde e todos nós lá em casa tínhamos que trabalhar para nos sustentar. Eu via os meus amigos saindo um por um porque existia uma cobrança muito grande em deixar o circo e procurar algo que pudesse servir de sustento em casa, mas eu não desisti era o meu sonho atuar nos palcos do circo que eu lutei para sustentar a minha família durante 3 meses com o pequeno salário que eu recebia da escola de circo, pois nessa época eu já dava aulas”. Ele também nos disse como foi o sei ingresso no Cirque du Soleil. “Eu já estava aqui em São Paulo, quando fiquei sabendo que as audições para ingressar no Cirque du Soleil estavam acontecendo, eu fui totalmente despretensioso, fiz o meu número bem tranquilo, porque eu não tinha grandes ambições de entrar para a cia. Ao fim da audição, recebi a notícia de que eu tinha sido aprovado e meu currículo iria ficar no banco de dados deles. Eu poderia ser chamado em uma semana ou então em um mês ou até em alguns anos, eu teria que ficar bem esperto em relação a isso. Quando foi no outro dia eu recebi um telefonema da administração do Cirque du Soleil, me dizendo que meu currículo tinha sido selecionado e eu teria que estar indo para o Canadá em uma semana. Foi uma emoção incrível, eu estava sozinho e não tinha com quem comemorar”.

 

Já Denise Wal é curitibana e sempre amou o circo, ela nos contou qual foi o momento mais difícil em sua carreira dentro do Cirque, “O momento foi quando eu quebrei a costela no ano passado, com certeza, porque eu ficava pensando em um monte de coisas do gênero: ‘Será que é hora de parar? ’ Eu sempre treinei muito, nadar então nem se fala, tinha o costume de nadar mil metros e eu já não sou mais uma menina, pois tenho 41 anos por incrível que pareça (risos), eu tinha muito medo que isso fosse acontecer, então eu me dediquei a minha recuperação e o que duraria uns oito meses durou três e eu pude voltar aos palcos numa boa sem grandes problemas”. Contou Denise.

 

Após o bate-papo os ilustres convidados e a palteia foram ao piso superior tomar um delicioso café.

 

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